Clássicos de Hollywood sobre pintores famosos e seu estilo de vida

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Foto retirada da Wikipedia. Zsa Zsa Gabor em Moulin Rouge (1952); figurino de Elsa Schiaparelli

O crítico de arte americano, Ben Davis, relaciona cinco clássicos de Hollywood que apresentam a imagem de pintores e escultores como heróis trágicos, irreprimíveis e eróticos entre os anos 30 e 50. Segundo ele, os cineastas estavam apaixonados pela vida dos artistas muito antes de Leonardo DiCaprio ser escalado para atuar como Leonardo da Vinci.
 “Estamos vivendo no meio de um boom biográfico de artistas”. afirma o crítico.  E alguns artigos ele faz uma seleção de filmes hollywoodianos que marcaram época, contando as histórias de vida de artistas famosos, é claro, com um toque americano muito diferente do filme de arte de diretores europeus.  Nessa análise ele cita alguns clássicos, aponta as peculiaridades, e define o limita ou abre novos caminhos para contar histórias sobre arte para o público em geral

Arte em cartaz

Para certificar-se que é real a informação sobre a preferência atual por biografias de artistas e escultores, basta dar uma olhada nos últimos lançamentos em cartaz no mundo. A tendência  é visível. Citamos como exemplo, No Portão da Eternidade, a história de Vicent Van Gogh, isso sem contar a animação feita em 2017, Amando Vicent.

Outro filme Nunca deixe de Lembrar inspirado na história de Gerhard Richter, um pintor alemão que viveu na Alemanha nazista. Mais o Mrs Lowry and Son – filme que conta a história sobre o artista britânico, Laurence Stephen Lowry  e o relacionamento com sua mãe, fazem parte dos novos e mostram como o cinema americano está voltado para este tema atualmente.

Escolhas de Ben Davis

O crítico nesse material da Artnet nos presenteia com uma pesquisa muito interessante. Para cinéfilos basta acessar o site verificar as etapas que ele publicou o material. Numa primeira análise, resgatou clássicos entre as décadas de 30 a 50.

O filme The Affairs of Cellini (1934), que trata da vida de Benvenuto Cellini (1500-1571). Rembrandt ( 1936), que dispensa explicações, The Moon Sixpence (1942), inspirado na vida de Paul Gauguin, Moulin Rouge (1952), sobre a vida Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) e The Lust of Life (1956), sobre Van Gogh. Esse último citado, talvez tenha sido o primeiro de de uma séria de outros que surgiram sobre ele. O filme rendeu um Oscar para Kirk Douglas que fez o papel do artista e para o melhor coadjuvante Antony Quinn.

The Agony e o Ecstasy e El Greco

Agonia e Êxtase e El Greco da década de 60, segundo artigo, foram dois clássicos que, na opinião de Davis, representam o climax do estilo hollywoodiano de ‘espetáculo fantasiado, produzidos para contrabalancear o surgimento do ‘filme de arte’ europeu. Ambos fazem o estilo dramalhão, sobretudo o primeiro com Charlton Heston representando Michelangelo.

Décadas de 70 e 80

Ben Davis não perdoa e sem tem ‘papas na língua’ quando trata de analisar as décadas 70 e 80 na produção de filmes biográficos sobre artistas na terra do cinema americano. Um período em que os produtores e diretores de Hollywood estavam ocupados com outros temas, consolidando filmes de sucesso, como O Poderoso Chefão, Guerra nas Estrêlas.

Retratar vida de artista agradava um público mais intelectual e seletivo. Assim mesmo, ele cita The far Shore, sobre o artista Tom Thomson, Gauguin, o Selvagem e Caravaggio.

Fonte: Artnet

 

 

 

 

 

 

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Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma. Acredita nas palavras bem ditas ou 'benditas', ou seja, bem escritas, que educam, que seduzem pelos significados, pela emoção ao informar sobre a arte da vida que se manifesta nas relações afetivas, na criação artística, nos lugares, na natureza e na energia do Universo.

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