As mulheres de Van Gogh

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As mulheres de Van Gogh

Quando falamos em Van Gogh, além de associar o artista às obras mais famosas, Os girassóis, Noite Estreladas, já vem à mente sua história atormentada e sua loucura. Pouco se publica ou divulga sobre a sua vida amorosa e sobre retratos que fez de mulheres. Elas existiram, sim, em sua vida, e foram retratadas. Hoje valem uma fortuna!

Publicação original Exibart

“A famosa casa de leilões de arte inglesa anunciou a venda de uma bela tela assinada por Van Gogh durante o tempo em viveu na Antuérpia, na Belgica. Quando Van Gogh muda-se da vila de Nuenen de seus pais para o porto de Antuérpia, durante o inverno de 1885-1886, ficou imediatamente impressionado com a vida noturna vibrante dos marinheiros.

Ali ele fez um retrato de uma mulher que conhecera em um cabaré. O artista, em sua correspondência com seu irmão, comentou ironicamente que ela “tinha obviamente uma noite intensa.” Mesmo que era uma dançarina, provavelmente trabalhava como prostituta, e o artista muitas vezes costumava pagar prostitutas ou dançarinas para servirem de modelo.

O retrato estará à venda em Londres, em 27 de fevereiro de 2019, como parte de uma coleção reunida nos anos 80 por um americano anônimo. É esperado vender por dezenas de milhões de dólares. A tela da prostituta de Antuérpia foi leiloada na Christie em 1945.

Uma década mais tarde fez parte da coleção do proprietário de uma casa de relógios em Nova York, Alfred Wyler e sua esposa, Marguerite negociante de arte. Isso antes de acabar na casa do dono americano anônimo atual.

Duas outras pinturas de Van Gogh de jovens mulheres da Antuérpia estão no Museu Van Gogh em Amsterdã, ambas são intituladas retratos de ‘uma prostituta’.”

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Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma. Acredita nas palavras bem ditas ou 'benditas', ou seja, bem escritas, que educam, que seduzem pelos significados, pela emoção ao informar sobre a arte da vida que se manifesta nas relações afetivas, na criação artística, nos lugares, na natureza e na energia do Universo.

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