Instalação na Bienal de São Paulo mostra as diferenças individuais

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27 de novembro de 2018

Instalação na Bienal de São Paulo mostra as diferenças individuais

A instalação de ‘Vivan los campos libres’, do espanhol Antonio Ballester Moreno, em Afinidades Afetivas, da Bienal de São Paulo, provocou em mim o ‘non lo so che’ – o não sabido. Os inúmeros cogumelos de barro colocados um do lado do outro, iguais no tema e diferentes na forma, expressaram a diversidade do ser humano.

Não é ‘pira’ não, o fato de associar cogumelos a indivíduos.

Por que? 

Eles foram feitos em oficinas, com alunos de cinco escolas da rede municipal de ensino de São Paulo (CEUs de periferia), escolas particulares e funcionários da Bienal. Na infinidade deles, nenhum possui forma idêntica ao outro. Cada um deles possui a marca daquele que o moldou.  Olha a poética que existe nisso!

A proposta

‘Vivan los campos libres’ (Vivam os campos livres) é uma instalação composta por pinturas, que representam os diferentes aspectos da natureza, e milhares de cogumelos feitos por pessoas diferentes. A instalação é inspirada no modo como a combinação de certos elementos produz outros. Assim como a terra, o sol, e a chuva produzem cogumelos.

Antonio Barcellar

“Somos todos diferentes. Cada um vê o mundo de uma forma distinta. Cada vez que nos movemos também, move-se o mundo que nos rodeia. O que nos rodeia a cada momento é parte de um universo particular que se move conosco. O ambiente faz o mundo.”

O não sabido

“A função do belo, Freud introduz pela psicanálise. É  alguma coisa que repelimos e que  atinge a  ‘ignorância essencial’ um ‘non so che ’ – o não sabido. Algo diferente, involuntário, que faz atração imprescindível sobre esta resistência.

O trabalho de atração sobre a repulsão é a obra. É por isso, que para entender “o belo” é preciso manter presente a psicanálise – porque é por ela que  se explica  o fato que o individuo em seu inconsciente é transformado e  como acontece essa transformação para se aproximar do belo”. Aulas de Crítica de Arte de Maria Letizia Proietti. Sapienza Università di Roma.

 

 

 

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Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma. Acredita nas palavras bem ditas ou 'benditas', ou seja, bem escritas, que educam, que seduzem pelos significados, pela emoção ao informar sobre a arte da vida que se manifesta nas relações afetivas, na criação artística, nos lugares, na natureza e na energia do Universo.

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