Tecnologia salva obra de Monet danificada num incêndio

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Tecnologia salva obra de Monet danificada num incêndio

Em 1958, um trágico incêndio no MoMA de Nova York danificou diversas obras de arte, entre elas, uma da série Ninfeia, de Monet. Um projeto ambicioso de restauração digital trouxe de volta aos olhos dos apaixonados pelas obras do pintor francês, a Water Lilies 1914-1926, que é do acervo do Museu de Arte Moderna americano.

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É possível apreciar a tela re-materializada feita pela empresa de tecnologia Sky Arte HD, na mostra Monet, no Complesso Vittoriano, em Roma, até o dia 3 de junho.

A reconstituição do obra impressionista foi confiada a uma equipe de especialistas; artistas, técnicos e conservadores de arte, que trabalharam com meios digitais e tradicionais para devolver as pinceladas feitas pelo artista de forma acurada e semelhante ao original.

Mistério das obras perdidas

A empresa de tecnologia fez sete documentários sobre obras de pintores famosos que foram roubadas ou que desapareceram por um erro fatal. ‘O mistério das obras de arte perdidas’ é o nome da série, que conta histórias de grandes artistas e algumas de suas obras que desapareceram misteriosamente ou tragicamente.

O documentário permite também acompanhar o emocionante processo de reconstrução da obra de arte por experts.

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Klimt

“O primeiro deles é um encontro entre o Terceiro Reich e a obra de Gustav Klimt de 1901, Medicina.  A tela foi encomendada em 1894 para o teto da Grande Sala da Universidade de Viena e de repente a pintura gerou reações contrárias. Justamente quando Viena representava o centro da vanguarda no progresso médico, a ópera de Klimt mostrava a futilidade do tratamento e, como não bastasse, representava uma mulher grávida de corpo nu.

Medicina, obra rejeitada

Rejeitado pela faculdade de Medicina, a pintura, imoral para alguns, não foi nunca colocada na sua destinação original. Era encontrada num caste ao norte de Viena, para escapar dos bombardeios dos aliados na cidade vienense. Como os nazistas na Áustria assinaram a rendição, na manhã de 7 de maio de 1945, uma unidade da SS invadiu a mansão gótica, durante a própria retirada. Antes de limpar o castelo, no dia seguinte, os militares colocaram explosivos em quatro torres do edifício, fazendo-o pela chegada dos inimigos russos: Schloss Immendorf queimou por quatro dias e, com ele, a obra-prima de Klimt. Durante o episódio, veremos como os especialistas da Factum Arte poderão superar todas as dificuldades para reproduzir essa pintura monumental, partindo de uma fotografia em preto e branco como a única referência iconográfica certa”. Fonte: Artetribune.

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Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma. Acredita nas palavras bem ditas ou 'benditas', ou seja, bem escritas, que educam, que seduzem pelos significados, pela emoção ao informar sobre a arte da vida que se manifesta nas relações afetivas, na criação artística, nos lugares, na natureza e na energia do Universo.

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