“Brasil Chinês” em segunda edição com novas descobertas

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“Brasil Chinês” em segunda edição com novas descobertas

Semelhança entre símbolos taoistas e dos índios americanos

Comparação entre símbolos ameríndios com os usados pelos chineses taoistas.

Entrevista encaminhada à imprensa sobre novas descobertas na história, que serão inseridas na segunda edição do meu livro Brasil Chinês”.

Professor, soubemos que o senhor está reescrevendo seu livro ‘Brasil Chinês’ que trata da chegada dos chineses na América, no século V d.C., alterando os genes dos índios, mudando sua cultura  e deixando todos de olhinhos puxadinhos e com cara de orientais.

Meu livro é de 2009 e, de lá para cá, mudou muita coisa. Por exemplo, diziam que os mongólicos entraram pelo Estreito de Bering colonizando a América. Hoje se sabe que a teoria desta ponte seca é furada e que este caminho nunca existiu. Aliás, naquele primeiro livro eu já dizia isto e num tempo que todos acreditavam nesta lorota nunca comprovada.

Então, como e quando os chineses chegaram à América?

Cravo no quinto século depois de Cristo! Houve uma grande expedição chinesa que se lançou ao Oceano Pacífico, com cerca de 10.000 marinheiros e aproximadamente 100 navios, foi levada pelas correntes do Pacífico Norte até a Meso-América (região do México). Como um caminhão de mudança que vai derrubando as peças pelo caminho, esta expedição também deixou assentamentos ao longo da costa oeste dos Estados Unidos. Por isto aquela história mostrada nos filmes de caubóis contra os brancos na conquista do oeste.

Existe alguma evidência desta expedição, principalmente na China?

Sim, mas é meio complicado explicar tudo isto com poucas palavras. Na realidade houve uma revolta geral da armada chinesa que estava estacionada ao longo do Rio Yangtze para defesa do sul da China. Como eles não podiam fugir nem para o norte por causa de seus inimigos bárbaros e nem para o sul contra os quais estavam se rebelando, lançaram-se ao oceano para um lugar o mais longínquo possível. Deu no que deu e assim, chegaram à América.

Mas já existem muitas teorias sobre esta vinda de chineses e em diferentes tempos. Li alguma coisa de um escritor inglês…

Mr. Gavin Mensies, no livro “1421 – O Ano que a China Descobriu o Mundo”. Lá ele diz que o almirante Zengh He com uma grande esquadra fez cinco viagens, principalmente à Índia, tendo chegado às costas orientais da África. Numa suposta sexta viagem, teria passado pelo Estreito de Magalhães e contornado a América pelo Pacífico.

Então, qual o problema?

Para a chinezação dos índios americanos é tese furada. Em primeiro lugar, 1421 é muito perto da chegada dos europeus, portanto sem tempo para espalhar o gene chinês para todos os índios americanos. Depois, uma viagem de circum-navegação não iria fazer o milagre de que todos os índios da América virassem chineses.

Interessante, mas o professor tem alguma evidência ou prova do que está dizendo?

Claro, em primeiro lugar sei um pouco mais do que os outros pesquisadores: nossos índios chineses eram neotaoistas… Isto é, veneravam Tao (o caminho).

Como descobriu isto?

Através de documentos antigos comprados numa loja de coleções de Curitiba… Nele, um viajante francês chamado dês Genettes, em 1836  visitou uma aldeia de índios coropós – no nordeste de Minas Gerais –  ainda virgem da presença dos brancos e ouviu de uma indiazinha a palavra Tao para significar Deus. Com esta informação – de que os índios eram taoistas – foi só pesquisar usando este caminho.

E chegou no que?

Na prova de minha tese. Descobri que todos os nossos índios, além da aparência chinesa, também acreditavam na ‘transmigração das almas’, um fundamento colado na religião taoista, que só foi incorporado a ela na China, na metade do século III d.C.. Por isto usei o termo neotaoista porque antes disto os chineses só tinham os ensinamentos filosófico-éticos do Tao, e, portanto, não era uma religião.

Não é meio confuso?

É complicado e por isto que estou reescrevendo meu livro. Mas o fato dos índios professarem os fundamentos da religião taoista é fundamental para explicar minha tese porque esta gigantesca expedição não podia chegar à América antes ou depois do século III.

Está bom, os chineses chegaram no México, mas como se espalharam por todos os lugares americanos?

Num primeiro momento, os milhares de marinheiros (masculinos) se imiscuíram com as índias e com o tempo, migraram para outros lugares como ao longo do rio Amazonas (marajoaras e tapajoaras) e aos Andes (Incas). Alguns se embrenharam na selva, lutando uns contra outros, tornando-se nômades e selvagens… Tiveram dez séculos para fazer tudo isto até a chegada dos europeus.

E quando sai seu livro?

Está no forno, que dizer, para logo.

 

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Luiz Ernesto Wanke
Luiz Ernesto Wanke
Luiz Ernesto Wanke é professor e escritor. É autor de diversos livros, sobretudo de História. Destaca-se uma importante pesquisa feita junto com seu filho, Marcos Luiz Wanke, também professor, sobre a entrada de chineses na América, no século V d.C. relatada no livro Brasil Chinês. Gosta de escrever contos e crônicas sobre fatos da vida e suas experiências, entre elas um achado científico sobre Física publicado nesse site sob o título - "Professor afirma que existe vida além da Terra".

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