Notice: Use of undefined constant REQUEST_URI - assumed 'REQUEST_URI' in /home1/panhor38/public_html/pan-horamarte.com.br/wp-content/themes/pan-horamarte/functions.php on line 73
O que está oculto na Catedral de Chartres

O que está oculto na Catedral de Chartres

Cem beijos mais célebres ditados pelos artistas
4 de janeiro de 2016
Nascer do sol o que é senão
7 de janeiro de 2016

O que está oculto na Catedral de Chartres

 

Beleza e mistério na gótica Catedral de Chartres

Os vitrais, o labirinto, cada peça talhada na arquitetura gótica da Catedral de Chartres, na França, escondem uma linguagem de símbolos que transcende a poética artística.

images5

Chartres faz parte do grupo 15 catedrais de estilo gótico (incluindo Notre Dame) construído num raio de 150 quilômetros em torno de Paris, sob a proteção dos  cavaleiros templários nos primórdios do século XII.

vol_catedral_chartres_gf

Embaixo das estrelas

As edificações estão posicionadas embaixo das estrelas que compõem a constelação de Virgem.  “A Catedral de Chartres é chamada de a ‘ catedral  do renascimento’ por ser dedicada às três marias – Sant`Ana, Izabel e Maria.  Por esta razão não existe lá despojos mortais de papas, santos ou figuras ilustres do catolicismo”, explica a pesquisadora e psicóloga Transpessoal, Ilza Bittencourt, que  estuda a catedral francesa.

DSC02048

Os vitrais de Chartres foram criados por artesãos especializados na alquimia da luz.

A finalidade era de deixar a luz chegar ao ser humano por intermédio do vidro colorido desenhado em  passagens sagradas da Bíblia para elevar a consciência, transmutar energias mais densas em sutis.

Este objetivo está implícito na Rosácea Oeste, o vitral do julgamento final, no portal de entrada da Catedral. Dizem os pesquisadores que o vitral, se pudesse ser dobrado, caberia dentro do labirinto.

DSC02046

Como maior parte da população da Idade Média era analfabeta a Igreja usou  a arte para ensinar as histórias bíblicas dentro das igrejas.

“Estas As 15 catedrais góticas francesas foram construídas como se fossem a Bíblia em pedra”. afirma Ilza Bittencourt, psicologa Transpessoal.  Em todas elas Cristo está talhado na madeira da porta de entrada com a Bíblia fechada nas mãos e a mensagem é de que :

“O conhecimento está oculto e não explícito. Aquele que tiver ouvido para ouvir, que ouça. Aquele que tiver olhos para ver, que veja”.

DSC02081

Ilza transporta a simbologia da Catedral de Chartres  para meditação e estudo, e a vincula ao trabalho Jung, psiquiatra, que desenvolveu a psicologia analítica. Na Jornada do Herói representado pelo mitológico Teseu (consciente, símbolo solar)  que vence o Minotauro (a sombra)  com o auxílio de Ariadne(lado feminino do inconsciente) e mostra pelo estudo junguiano, como Tseu consegue o casamento entre o céu e a terra no centro do labirinto.

DSC02055Por ser uma estudiosa no assunto e acreditar nos ensinamentos e na ação espiritual e terapêutica da simbologia oculta na arte de Chartres, que se propaga mesmo sem estar presente fisicamente no local, Ilza é voluntária na disseminação desse conteúdo de Chartres.

Segundo a psicóloga, os cavaleiros templários (ordem militar cristã), no passado, eram os guardiões dos peregrinos que iam à Terra Santa e queriam também preservar para a humanidade os ensinamentos da geometria sagrada contida da Arca da Aliança do Templo de Salomão (lenda ou fato, não se sabe, mas era sede dos templários na antiguidade).

Não somente Ilza, como uma série de artigos são encontrados na internet tentando explicar a razão do labirinto dentro da famosa Catedral. Quase todos têm em comum a informação que o labirinto é um desenho simbólico que por intermédio da meditação é capaz de conduzir a pessoa ao autoconhecimento.

Mais informações pelo e-mail ilza.bittencourt@ig.com.br ou no Espaço Mirabilis.

Comentários Facebook

comentarios

Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma. Acredita nas palavras bem ditas ou 'benditas', ou seja, bem escritas, que educam, que seduzem pelos significados, pela emoção ao informar sobre a arte da vida que se manifesta nas relações afetivas, na criação artística, nos lugares, na natureza e na energia do Universo.

Os comentários estão encerrados.