Navegar é preciso…
11 de agosto de 2015
Sufoco infernal
13 de agosto de 2015

O tempo se desvela em por de sóis e amanheceres. Ponteiros de relógios que circulam sem descanso hipnotizando nossas mentes. Calendários dos quais se rasgam as páginas. Luas em constante metamorfose. Marés que sobem e descem. Escuridão e alvorecer. Semear e colher. Flores que se colorem e desbotam. Paisagens que se transformam e sucumbem. Olhos que despertam para uma vida nova enquanto outros para sempre descansam. Fome e saciedade. Pressa e contemplação. Amor e desilusão.  Ignorância e solução. Luzes que acendem e apagam. Corpos que se cobrem e despem. Retratos de família que se preenchem e esvaziam.  Cumprimentos e despedidas. Lembrança e esquecimento. Histórias contadas, outras caladas. Salas de espera uma hora povoadas, outras de movimento emancipadas . Telefones que tocam em desvario e silenciam. Tudo isto é o tempo!

Tempo é nascimento, crescimento, morte. Construção, transformação,  dimensão, realidade e ficção. Tempo é acorde, melodia, ditando o ritmo da vida com maestria. Tempo é fim, meio e começo. Correnteza inquieta viajando na imensidão. Somos como ele umas vezes liberdade, outras escravidão …

(Pintura de Noah Bradley)

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