As obras reunidas não falam em uníssono, mas formam um coro dissonante que reflete um mundo fragmentado, marcado por deslocamentos forçados, crises ambientais, disputas de narrativas, apagamentos históricos e, ao mesmo tempo, pela persistência de saberes tradicionais, espiritualidades e formas de resistência.
Ao propor que nem todo viandante anda estradas, a Bienal reconhece trajetórias invisíveis: caminhos que não aparecem nos mapas oficiais, mas que atravessam corpos, culturas e tempos.
Caminhos de povos originários, de diásporas, de mulheres, de comunidades marginalizadas, de sujeitos que reinventam a humanidade a partir das bordas. A prática da humanidade, portanto, não é neutra nem universal; ela é situada, plural e profundamente política.
Como voz poética de seu tempo, a Bienal de São Paulo não busca ilustrar a realidade, mas tensioná-la. Assim, a Bienal reafirma seu papel fundamental: ser um espaço onde a arte não apenas representa o mundo, mas participa ativamente de sua reinvenção, afirmando que a humanidade, antes de ser uma condição, é um exercício contínuo. Fontes: IA e Bienal de São Paulo.