A bandeira brasileira e as cores cívicas não têm um dono. Pertence ao povo e não é de um partido, religião ou ideologia.
Em síntese, por que resolvi fortalecer este pensamento? Foi depois de ler, de um internauta do Facebook que estamos “usando a camisa verde-amarela do Flávio“. Isso é de uma tamanha insesantez e burrice que não dá para ficar em silêncio.
O verde, amarelo, azul e o branco da nossa bandeira não representam apenas cores. São parte de uma história coletiva que simboliza as lutas e sonhos do povo brasileiro. As cores cívicas ultrapassam governos, partidos, ideologia ou liderança política.
Esses símbolos, especialmente as cores e bandeira,foram usurpados por radicais de direita (desde 2018), que não representam a totalidade do povo brasileiro, em nome, hipocritamente, de um pensamento baseado no paradigma “Deus, Pátria e Família”. O movimento que os eleitores de Lula fizeram recentemente foi também vestirem-se de verde-amarelo, para que entendessem que todos podemos usar as cores da bandeira, mesmo não só seguindo o pensamento do Flávio…. rsssss
A bandeira brasileira não pertence a um grupo, não representa exclusivamente uma corrente pensamento, não pode ser apropriada por quem pretende falar em nome de toda a nação.
O civismo não é propriedade de ninguém. Amar o Brasil não significa concordar com tudo o que acontece nele, muito menos silenciar diante das injustiças. Ao contrário: o verdadeiro compromisso com um país exige a coragem de reconhecer seus erros, enfrentar suas desigualdades e lutar para que a liberdade, a democracia e a dignidade humana sejam direitos de todos.
E há um princípio fundamental que não podemos esquecer: o Estado brasileiro é laico. Isso significa que nenhuma religião é dona da nação, assim como nenhuma crença pode se impor sobre a consciência de todos.
Existem leis que amparam e estabelecem regras para utlização dos símbolos.
Mas não é necessariamente ilegal apropriar-se da bandeira para fins políticos. Entretanto, há uma diferença entre usar um símbolo nacional e afirmar que ele representa exclusivamente um grupo, como se os demais brasileiros não tivessem o mesmo direito de se identificar com ele.
O Brasil não pertence a quem grita mais alto que o ama ou professa fidelidade a um modelo de vida. O Brasil pertence a todos os que nele vivem, sonham, trabalham e lutam por um futuro melhor. Viva a Democracia!




