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Futuro da Arte e da Ciência no Brasil estão nas mãos do povo! Dia 25 é #Lula13

O desenvolvimento da arte e da ciência no Brasil estará em risco, caso Flávio Bolsonaro vença no segundo turno. Esqueceram?

Vale refrescar a memória sobre o retrocesso estabelecido no país em todos os campos das artes, pelo governo do pai- Jair Bolsonaro. Uma das primeiras medidas foi extinguir o MinC – Ministério da Cultura. Foram quatro anos de um retrocesso nas artes visuais, na música, no cinema…

Também vale recordar dos absurdos cometidos contra ciência, durante o governo do inominável!

O atraso na chegada das vacinas durante a pandemia, a campanha contra a vacinação e da cloroquina, movimentos medïocres contra a ciência, como o da Terra Plana, mamadeira de piroca, entre outros.

  As conquistas retomadas no governo Lula serão canceladas sem dó, por decisões ignorantes, truculentas e imorais.

 Esqueceram a brutalidade!

Esqueceram que perfuraram a obra de Di Cavalcanti entre outros atos de vandalismo?
Relógio de D.João VI destruído no dia 8 de janeiro.

Uma sociedade não se transforma apenas pela economia, pelas obras de infraestrutura ou pelos números que aparecem nos balanços de governo. Ela se transforma também pela capacidade de imaginar outros futuros, de que questionar o presente, de produzir conhecimento e de oferecer às pessoas novas possibililidades de compreender e reinventar o mundo.

É nesse lugar que a arte e a ciência se encontram e transformam uma sociedade ou o planeta num mundo melhor.

A arte não muda o mundo sozinha, mas pode mudar as pessoas que se dispõem a transformá-lo.

Ilustração Marcela Weigert para o projeto Escravo nem Pensar

Por isso, defender a cultura significa defender o direito de criar, pensar, sentir e participar da vida social. 

Ilustração Marcela Weigert- 2010

Significa compreender que o acesso à arte não deve ser privilégio de poucos, mas um direito que precisa alcançar as periferias e escolas.

Xilogravura de J.Borges - Os retirantes do sertão

Ao estimular a educação, cultura, arte e a ciência, um sistema social desenvolve o seu espírito crítico, tanto na criança como no adulto. Isso faz com nosso papel seja mais atuante na produção cultural que ajuda a formar cidadãos capazes de reconhecer problemas e imaginar alternativas.

A arte não responde perguntas, nos faz pensar, assim como a ciência nos prova e ensina sobre a vida

Foto gerada por IA. Ao fundo da imagem de Lula, uma parte dos dois paineis Guerra e Paz de Candido Portinari, que estão na sede da ONU.

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O verde-amarelo é do povo brasileiro! É de Lula, da oposição a ele e de quem se orgulha do Brasil

A bandeira brasileira e as cores cívicas não têm um dono. Pertence ao povo. Ouvi absurdos quando os eleitores de Lula resolveram também usar verde-amarelo para representar os ideais brasileiros!

Em síntese, a gota d’água foi muita bobagem escrita em todos os cantos. Mas a pior foi esta de um internauta do Facebook que registrou nos comentários na foto que Lula, Haddad, Alckmin estavam vestidos com camisa verde-amarelo: que bom que estão usando a camisa do Flávio“. Isso é de tamanha burrice que não dá para ficar em silêncio.

O verde, amarelo, azul e o branco da nossa bandeira não representam apenas cores. São parte de uma história coletiva que simboliza as lutas e sonhos do povo brasileiro. As cores cívicas ultrapassam governos, partidos, ideologia ou liderança política.

Imagem gerada por IA
ilustração por Marcela Weigert Braga, utilizada em programas sociais

Esses símbolos, especialmente as cores e bandeira,foram usurpados por radicais de direita (desde 2018), que não representam a totalidade do povo brasileiro, em nome, hipocritamente, de um pensamento  baseado no paradigma “Deus, Pátria e Família”. O movimento que os eleitores de Lula fizeram recentemente foi também vestirem-se de verde-amarelo, para que entendessem que todos podemos usar as cores da bandeira, mesmo não só seguindo o pensamento do Flávio….  rsssss

A bandeira brasileira não pertence a um grupo, não representa exclusivamente uma corrente pensamento, não pode ser apropriada por quem pretende falar em nome de toda a nação. 

O civismo não é propriedade de ninguém.  Amar o Brasil não significa concordar com tudo o que acontece nele, muito menos silenciar diante das injustiças. Ao contrário: o verdadeiro compromisso com um país exige a coragem de reconhecer seus erros, enfrentar suas desigualdades e lutar para  que a liberdade, a democracia e a dignidade humana sejam direitos de todos.

E há um princípio fundamental que não podemos esquecer: o Estado brasileiro é laico. Isso significa que nenhuma religião é dona da nação, assim como nenhuma crença pode se impor sobre a consciência de todos. 

Existem leis que amparam e estabelecem regras para utlização dos símbolos.  

Mas não é necessariamente ilegal apropriar-se da bandeira para fins políticos. Entretanto, há uma diferença entre usar um símbolo nacional e afirmar que ele representa exclusivamente um grupo, como se os demais brasileiros não tivessem o mesmo direito de se identificar com ele.

Imagem gerada porIA

O Brasil não pertence a quem grita mais alto que o ama ou professa fidelidade a um modelo de vida. O Brasil pertence a todos os que nele vivem, sonham, trabalham e lutam por um futuro melhor. Viva a Democracia!

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Trajetória de Lula é uma poética marcada por perdas,ganhos, persistência e recomeço

Eu voto em Lula!

Meu voto é para o político que fez o Brasil sair do mapa da fome. Mas acima de tudo, voto em Lula porque vejo nele um ser humano sensível que transformou as marcas de sua própria história em uma luta por aqueles que tantas vezes foram esquecidos.

Muitas pessoas vivem a vida em linha reta, sem grandes desafios.  Outras têm a vida feita de curvas, quedas, travessias e recomeços.

 A trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva faz parte do segundo grupo. É uma história que parece ter sido escrita pela própria poética da vida — aquela que transforma a adversidade em experiência, a experiência em consciência e a consciência em caminho.

Ilustração: Marcela Weigert.

Presidente do Brasil três vezes e caminhando para o quarto mandato, nasceu pobre, muito pobre em Caetés, no agreste pernambucano. Conheceu a dureza de migrar na esperança de uma vida melhor. Ainda menino, deixou o sertão com a família rumo a São Paulo, numa das tantas travessias silenciosas de brasileiros que procuram na cidade aquilo que a terra natal não conseguiu oferecer. ‘Os retirantes do sertão”, xilografura do artista J.Borges mostra nesta alegoria a saga de uma família numerosa e pobre fugindo da fome e da desolação, de um Brasil com tanta diversidade natural.

Ilustração: Marcela Weigert/ publicação Revista Casa Comum


Sua passagem pelo movimento sindical o levou a compreender que a política poderia nascer também do chão da fábrica, das assembleias, das greves e da voz coletiva dos trabalhadores. Daí surgiu o Partido dos Trabalhadores e, com ele, uma nova possibilidade de representação política no Brasil.

A primeira eleição presidencial em 1989 não o levou ao Palácio do Planalto. Nem as tentativas seguintes. Lula perdeu em 1989, 1994 e 1998. Mas as derrotas, em vez de encerrarem a história, fizeram parte dela. Em 2002, finalmente, a faixa presidencial atravessou o peito daquele menino que havia saído do sertão para trabalhar em São Paulo.

Imagem criada por IA

Depois vieram dois mandatos, a saída do poder com enorme popularidade, o retorno à disputa política muitos anos depois e, em 2023, uma terceira posse. A vida política de Lula passou, assim, a carregar uma dimensão quase improvável: a de alguém que esteve no topo, deixou o poder, atravessou o fundo de um abismo político e pessoal e voltou a subir a rampa do Planalto.

Imagem criada por IA

Talvez seja essa a verdadeira poética de sua trajetória. Não a poética idealizada de uma vida sem contradições — porque nenhuma vida humana é assim —, mas a poética dos recomeços. A capacidade de transformar a própria experiência em narrativa coletiva. De fazer da história pessoal uma espécie de espelho das esperanças, contradições e disputas de um país

Imagem criada por IA

Lula deu espaço e amparo a um Brasil invisível porque ele próprio foi produto dessa sociedade desigual. Nesse sentido, carrega consigo o Brasil que migra, que trabalha, que sonha, que perde e que insiste. “Bora #Lula13, que Nossa Senhora Aparecida te abençoe para subir a rampa do planalto de novo com o povo em janeiro de 2027”

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Poema comovente de Refaat al-Areer destaca-se na entrada da Bienal de Veneza 2026

Refaat al - Aeer foi professor, poeta, escritor e ativista palestino que morreu num bombardeio na faixa de Gaza. Ele cofundou a organização "Nós não somos números".

A  61a Bienal das Artes de Veneza faz um manifesto contra a barbárie e a guerra ao colocar na entrada do Arsenale, uma gigantesca faixa com o poema de Refaat al Aeer. (saiba mais).“Se eu tiver que morrer, você deve viver para contar minha história….”

Palavras que são símbolos de resistência e que se conectam com o tema desta edição, de 2026 “Em Tons Menores”. Uma bienal interessante que coloca como reflexão nossas memórias, luto, espiritualidade e vida pós-morte. Densa, comovente e profundamente humana.

“Se eu tiver que morrer,  você deve viver, para contar minha história, para vender minhas coisas, para comprar um pedaço de tecido e alguns cordões ( faça-o branco com uma cauda longa), para que uma criança em algum lugar em Gaza, enquanto olha o céu com seus olhos, esperando seu pai que partiu em chamas, e não se despediu de ninguém, nem mesmo de sua carne, nem mesmo de si mesmo, veja a pipa a minha pipa, que você fez, voando para cima e pense, por um momento que um anjo está trazendo de volta o amor… Se eu tiver que morrer, que traga a esperança, que seja uma história, um conto….”

                                                           Refaat al-Areer

gosto demais de percorrer bienais de artes e tenho visitado a de Veneza desde 2011. Um evento gigantesco que o  coloco no patamar de um espelho que reflete o que  está acontecendo no mundo na linguagem da arte. A cada dois anos, a cidade recebe novos artistas, novas vozes vindas de diferentes partes do planeta, outras memórias e outras maneiras de interpretar a existência. 

Já há alguns anos, tenho observado que Veneza está dando voz às minorias e abrindo espaço para os continentes africano, asiático e aos países latinosamericanos. Talvez não agrade tanto aos próprios europeus. Mas Veneza é fascinante neste período e nesta cidade única, é impossível esquecer o quanto a beleza ainda pode nos comover.

O mundo muda e a arte muda com ele. Mas Veneza permanece. E é justamente essa permanência que torna a experiência tão singular.

Diante de uma cidade que há séculos transformou o impossível em possível, numa arquitetura peculiar e plena em beleza, somos convidados a entrar em um universo artístico no qual uma ideia pode valer mais que uma forma.

Talvez seja essa a grande provocação da Bienal: perceber que a arte não precisa mais necessariamente ser bela para ser poderosa. Veneza não condena a arte conceitual, nem idealiza a arte do passado. Coloca as duas diante uma da outra e deixa o observador livre….

Há algo de profundamente paradoxal em contemplar a arte contemporânea em Veneza. Acidade talvez seja uma das maiores obras de arte já construída pelo homem. Seus palácios, igrejas, pontes, canais e praças foram moldados  ao longo de séculos por artistas, artquitetos que fizeram da beleza uma forma de expressão e também de poder. Veneza é  patrimônio artístico inestimável, uma obra que continua existindo apesar do tempo, da água e das transformações do mundo. É neste cenário quase irreal que a Bienal de Veneza se instala. E talvez por isso a experiência seja tão provocadora.

Nick Cave é um mensageiro que defende verdades sobre o entrelaçamento da beleza e da dor. Saiba mais sobre o artista clique na foto.

A arte contemporânea, em grande parte, já não está interessada em produzir o belo. Muitas vezes, o que importa não é aquilo que os olhos encontram, aquilo que a obra é capaz de provocar no pensamento. O objetivo artístico pode ser mínimo, áspero, silencioso ou até mesmo desconcertante. Seu valor não está necessariamente na elaboração estética, mas na ideia que carrega, na pergunta que formula, no território de reflexão que abre.

“Em tons menores( In Minor keys) foi concebida pela curadora coamaronesa-suiça Koyo Kouoh ( 1967-2025). São 110 artistas participantes e 100 participações, nacionais.

A monumental instalação escultural Efflorescence/The Way We Wake, de Rajni Perera e Marigold Santos, é uma poderosa expressão do que pode ser alcançado quando duas artistas com práticas distintas se envolvem em uma profunda colaboração. Saiba mais clicando na foto.

Sete países participam pela primeira vez, entre eles Guiné, Guiné Equatorial, Serra Leoa, Vietnã e Nauru. A Bienal de Veneza é evento artístico que há décadas funciona como uma espécie de sismógrafo do mundo. 

Guadalupe Maravilla fundamenta sua prática na autobiografia e no ativismo para tornar visível a experiência corpórea da migração contemporânea. Saiba mais sobre o artista com clique na foto

Registra deslocamentos e novas maneiras de olhar para a realidade. Nesta edição, esse movimento parece especialmente evidente. O olhar se volta com mais intesidade para geografias que durante muito tempo ocuparam posição secundária no grande circuito da arte.

No cerne da prática de Daniel Lind-Ramos estão as montagens em grande escala de objetos encontrados.clique na foto para saber mais sobre o artista.

Visitar uma mostra desta magnitude em Veneza é como se a cidade dissesse para você: OLHE

E a arte acontemporânea respondesse: PENSE