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Muita poesia e música com Katya Teixeira e o Dandô em Curitiba

"Canções para atravessar a noite escura" irão embalar a noite curitibana no dia 25 de agosto, pela voz da cantautora Katya Teixeira. Um pocket show idealizado com muito carinho pela artista no acolhedor Hostel da Bebel.

Anote a data na sua agenda e não perca esse encontro maravilhoso com a música que acalentou Katya no período de isolamento social. O álbum é composto por dois cds e um livro, com ilustrações belíssimas assinadas por Nila Poimmé. 

Garanto que Curitiba ganhará mais poética porque conheço a missão do Dandô – Circuito de Música Décio Marques, a maior rede de músicos do Brasil e porque a ideia é agitar o coletivo no Paraná. Para isso foi marcado no dia 24 uma reunião de prosa e sarau.

“O Dandô é uma rede de diversos coletivos, mobilizadores locais, artistas, instituições, produtores culturais e afins. Dentro do seu propósito, também promove integração, democratização, circulação de ideias, pessoas e cultura, colaborando com uma sociedade mais sensível e participativa. Carregamos a missão de contribuir com encontros, trocas e reflexões culturais acerca da música e da arte e saberes em geral.”

 

A ideia de reunir em um álbum musical e literário as ‘Canções para atravessar a noite escura’ nasceu durante o isolamento social provocado pela pandemia. “Foram dias inesperados, onde as palavras não eram suficientes, onde só a arte alcançava”, escreve  Katya em seu livro.  Katya está percorrendo o Brasil e lançando seu álbum musical junto com gente que sabe poetizar a vida e participa do Dandô.

Artistas que amam arte e acreditam que por ela é possível promover a transformação social. Dandô atualmente está ativo em mais de 40 cidades brasileiras e também alcança vários países da América Latina e da Europa. 

“No Brasil uma das maneiras de manter essa rede unida é através de uma circulação de música com e para artistas da rede, em cinco edições anuais em todas as cidades envolvidas. Este ano o Dandô completa 10 anos de atividades e o projeto ganha a chancela de Dandô – Movimento de Artes e Saberes Dércio Marques, uma trama de todas as linguagens presentes no mutirão”

Kátya Teixeira

Cantautora e instrumentista paulistana, pesquisadora da cultura popular brasileira. Com 29 anos de carreira, traz em seu trabalho o resultado de suas andanças pelo Brasil, países Latino-Americanos e Europeus. Tem 8 álbuns e 04 Singles gravados. Teve seus CDs indicados aos Prêmios da Música Brasileira, Profissionais da Música, Grão de Música e Troféu Catavento de Solano Ribeiro – Rádio Cultura/SP.
Assina vários projetos culturais dentre os quais se destaca o premiado Dandô – Circuito de Música Dércio Marques que cria um intercâmbio e circulação de música popular em várias cidades brasileiras, da América Latina e Europa.

Canções na Quarentena – lançamento do livro-cd duplo é o resultado de dois shows – Acalantos e Canções para Despertar – produzidos pela cantautora e multi-instrumentista Kátya Teixeira com a presença fundamental de André Venegas (Barbatuques) no processo de feitio durante o período de Pandemia por coronavírus.
Diante do cenário social, político, humano onde nos deparamos com nossas fragilidades essas canções surgem para nos trazer um calor, um afago, “um carinho no centro da pedra dura”, nos fazendo crer que apesar de tudo amanhece, sempre amanhece.

Canções inéditas de Kátya em parceria com Consuelo de Paula, João Evangelista de Souza, Sérgio Tannus,  Lígia Araújo, Giovanni Guimarães, Luiz Carlos Bahia e revisita algumas músicas da discografia geral de Kátya como Kararaô e Décimas para Violetas e Margaridas, Pega-Pega (Paulo Gomes), Tempo de esperança (Kátya Teixeira e Gildes Bezerra), regravações de músicas do cancioneiro popular como Deusa da lua (Mestra Virgínia – AL) e A rosa também se muda além da bela cantiga em guarani Tangará Mirim (Wanderley Moreira – Mborai Marae).
O livro tem ilustrações da artista visual paulistana Naila Pommé e designer de Kátya Teixeira.

Quando afirmo que essa turma irá poetizar a vida em Curitiba, estou falando sério. Dandô é movido pelo amor a arte e suas ações são desenvolvidas em parceria, como uma rede que todo mundo tece junto.

 “Além de ser uma rede de afetos, sobretudo é de confiança, considerando que as pessoas abrem suas casas para acolher os artistas que estarão se apresentando no local.

“Você não tem ideia de quem é esse outro. Sabe apenas que é um artista.  A pessoa chega na tua casa e você abre a porta  o recebe ou você sai da tua casa e bate lá na fronteira com Uruguai ou outro país, interior do Brasil, cidade grande ou pequena”.  

Para ela isso é utópico, no entanto real, é acima de tudo ter certeza para o cantor que alguém vai recebê-lo e que ele se reconhece nesta pessoa.” Katya Teixeira.

Lançamento do Álbum Canções para atravessar a Noite Escura 

Data: 25/08

Hora: 19h

Local: Hostel da Bebel

Endereço: Rua 24 de maio 1087

Fone: (41) 99957-1547

Matéria relacionada: Dandô sintoniza-se cantadores e tece uma rede poética de afetos

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Il libro “Sai da frente estafermo” racconta la saga delle donne nere dal sud del Brasile

Un libro in cui il titolo insolito stuzzica la nostra curiosità... 'Sai da Frente Estafermo", in portoghese e significa più o meno -"Levati dai piedi! Sei un ostacolo. Non disturbarmi, voglio passare...

Curiosità che possono essere calmate o  soddisfate leggendo il libro da due scrittore brasiliani, Paulo Sá Brito e Delman Ferreira, che hanno sottolineato l’espressione “togliersi di mezzo” per salvare ricordi delle donne coraggiose del passato. Immaginate come erano vissute le donne nere, ex-schiave, nel passato pieno di pregiudizio, tenendo in considerazione che ancora oggi il mondo è misogino e razzista. Senta il quanto le donne nere soffrivano e  hanno dovuto superare e imporsi come esseri umani in una società arcaica del XIX secolo e dell’inizio del XX secolo, nel Brasile meridionale. “Ma nonostante si tratta d’una storia triste e difficile, è una lettura piacevole”, raccomanda Sá Brito.

Il libro racconta la brillante saga di queste donne dalla vita trascorsa nella comunità della parrocchia della Madonna del Desterro, oggi Florianópolis, capitale della regione di Santa Catarina.

La storia è basata su eventi reali. La ricerca è stata effettuata sulla base di un manoscritto scritto da una ex-schiava alfabetizzata, abituata alla lettura, nata nel 1852. La narrazione del manoscritto comporta resistenza e sensibilità.

Clicca qui per acquistare il libro (portoghese), edito da Editora Cruz e Sousa, dedicata alla pubblicazione di autori neri o racconti delle persone di colore.

 

Secondo Joana Célia dos Passos, professoressa universitaria, attivista del movimento nero, attuale vicerettore dell’UFSC, gli scrittori Delman Ferreira e Paulo Sá Brito portano la luce storie visibili che sono anche le nostre.

“Da Desterro nel XIX secolo, passando all’attuale Florianópolis nel XX secolo, è il territorio in cui si svolge il romanzo. Le protagoniste sono donne nere intellettualizzate, che per destino esistono e resistono sulla terra in un contesto impoverito. E ora torniamo all’esistenza pubblica e la nostra traiettoria emerge da un libro. Sappiamo che l’accesso alla conoscenza cambia la realtà delle donne nere, ma non è così. Cambia anche la vita che vivi. Ed è questo il clima di lettura possibile per una memoria ricostituita, in parte attraverso i documenti e la storia orale, in parte attraverso l’immaginazione.”
Il scenario è la comunità della parochia della Madonna del Desterro. La narrazione presenta i personaggi come erano stati influenzati dal modo in cui era organizzata la società in ogni epoca. Il romanzo, che ha una propria protagonista tra le personaggi femminile, si entreccia con spunti provenienti da quasi 200 anni di storia della città.

Il libro mette in luce la presenza degli intellettuali neri. Uomini e donne spesso descritti dalla storiografia. Queste persone sono consapevoli dell’importanza del contributo culturale dei neri e, con esso, della marcata presenza del razzismo, anche nella sfera della cultura e della società.”

Confesso che ho cercato una parola simile che spiegasse il significato di ‘estafermo’ in italiano e con mia sorpresa, oltre al significato colloquiale di qualcuno che blocca il passaggio, si può tradurre anche così sta fermo – una traslitterazione dell’italiano realizzati dagli immigrati in Brasile. Potrebbe essere un puro viaggio mentale.

Paulo Sá Brito

 

È sempre stato affascinato dalle scritta, nonostante avesse studiato i numeri. Fu ingegnere, senza però mai abbandonare il suo lavoro con le parole.

Ha pubblicato tre romanzi biografici: Altina, Como Quem scala a Pedra e Prima che arrivi l’autunno. In collaborazione con Luiz Cézare Vieira, ha pubblicato un libro di cronache, Rádio Peão e tre libri di storia, Tra passato e futuro, Storie di luce e Marcas do Caminho.

Delman Ferreira 

Brasiliano. Discendente di neri, indiani e bianchi. Un ragazzino da Florianópolis – Isola di Santa Catarina.
“Chi nasce su un’Isola vede il mondo da un’altra prospettiva. Cresce circondato dall’evidenza della finitezza – la terra finisce proprio lì. Allo stesso tempo vive circondato dall’infinita ampiezza dell’orizzonte.”
Miscredente nelle forze trascendentali, negli esseri superiori o nell’aldilà. Odio la disumanità. Autore anche di Morro do Baco Baco. (Fonte: internet)

 
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“Sai da Frente Estafermo”. Uma saga de mulheres negras…

Interessante é o título do livro: Sai da frente estafermo. O uso de uma palavra incomum como estafermo. Não me atrapalhe que eu quero passar....

Curiosidades que podem ser acalmadas e  satisfeitas, ao ler o livro de Paulo Sá Brito e Delman Ferreira que deram ênfase a propósito,  à expressão “sai da frente estafermo” para resgatar memórias de mulheres corajosas do passado. Imaginem a vida de mulheres negras, ex-escravizadas no passado se o mundo até hoje é misógino e racista, o quanto elas precisaram superar e abrir caminhos para se impor como seres humanos numa sociedade arcaica do século XIX e início do século XX, no sul do Brasil. “Mas apesar de tratar de uma história triste e difícil, é de uma leitura agradável”, afirma Sá Brito

O livro conta a genial saga dessas mulheres sendo contada por meio  da vida na Freguesia de Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis.

A história foi baseada em fatos reais, a partir de um manuscrito escrito  por uma ex-escravizada que era alfabetizada, habituada a leitura, que nasceu em 1852 e na sequência segue numa narrativa que envolve  resistência e sensibilidade.

Clique aqui para adquirir o livro, publicado pela Editora Cruz e Sousa dedicada a publicar autores negros ou histórias de negros.

Segundo Joana Célia dos Passos, professora universitária, militante do movimento negro, atual vice-reitora da UFSC, Delman Ferreira e Paulo Sá Brito visibilizam histórias que também são nossas.

  • “Da Desterro do século XIX à Florianópolis do século XX, esse é o território em que se desenvolve o romance. As protagonistas são mulheres negras intelectualizadas, que de fato existiram e resistiram nessas terras num contexto escravocrata. E agora voltam a reexistir publicamente a partir desse livro. Sabiam elas que o acesso aos conhecimentos altera a realidade de mulheres negras, mas não só. Altera também a vida de quem com elas convive. E é nesse clima de leituras possíveis de uma memória reconstituída, parte com documentos e história oral parte pela imaginação.”

Desterro é o cenário. A narrativa vai apresentando os personagens que têm as vidas impactadas pela forma como se organizava a sociedade em cada época. O romance que tem seu eixo condutor nestas personagens femininas, se confunde aos acontecimentos ao longo dos quase 200 anos de história da cidade.

O livro traz à tona a presença de intelectuais negros. Homens e mulheres muitas vezes esquecidos pela historiografia. O resgate desses personagens leva ao conhecimento da importância da contribuição cultural negra e, junto a ela, a presença marcante do racismo, mesmo no interior das chamadas esferas cultas da sociedade.Trecho retirado do site Terapia Política

Paulo Sá Brito

Sempre foi fascinado pelas letras, apesar de ter estudado os números. Foi engenheiro, sem, no entanto, jamais abandonar a lida com as palavras.

Publicou três romances biográficos: Altina, Como quem risca a pedra e Antes que chegue o outono.

Em parceria com Luiz Cézare Vieira publicou um livro de crônicas, Rádio Peão e três livros de história, Entre o passado e o futuro, Histórias de luz e Marcas do Caminho.

Delman Ferreira 

Brasileiro. Descendente de Negros, Índios e Brancos. Um manézinho de Florianópolis – Ilha de Santa Catarina.
“Quem nasce numa Ilha, vê o mundo de outra perspectiva. Cresce cercado pela evidência da finitude – a terra termina logo ali. Ao mesmo tempo em que vive cercado pela infinita amplitude do horizonte.”
Descrente de forças transcendentais, seres superiores ou vidas depois da vida. Detesto desumanidades. Autor também de Morro do Baco Baco. ( Fonte: internet)
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Bonecas Karajá protegidas pelo Iphan encantam pelo seu significado

As bonecas karajá são únicas, tanto pelo significado e simbolismo, como pela proteção cultural. São feitas por mulheres indígenas e representam os saberes dos povos originários.

O modo de fazer das bonecas Karajá é um “bem” cultural protegido pelo Iphan desde 2012 e representam, muitas vezes, uma fonte de renda para as famílias indígenas no Tocantins.

As pequenas e interessantes peças de barro confeccionadas pelas mulheres da etnia indígena  karajá ou Carajá, da Ilha do Bananal, no Tocantins, foram as primeiras bonecas reconhecidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para o fortalecimento da cultura dos povos originários do Brasil.

O projeto Bonecas karajá: Arte, Memória e Identidade Indígena no Araguaia foi o primeiro artefato feito por índios, transformado em patrimônio imaterial nacional, aprovado  pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Brasil. 

As bonecas Karajá representam o modo de viver  e os saberes tradicionais dos Karajá, etnia  indígena que habita as áreas naturais, junto com os Javaés, da maior ilha fluvial do mundo, localizada no sudeste da região Norte do Brasil.

As esculturas de cerâmicas contam histórias do cotidiano da tribo e  ajudam a repassar fatos e lendas místicas da origem do povo karajá. 

A coordenadora do projeto Narubia Karajá ( fonte Iphan) explica que as peças artísticas traduzem os valores sociais, cosmológicos e pedagógicos e regras em sociedade para crianças da tribo, que é repassado principalmente para a menina, quando recebe a boneca como primeiro brinquedo. 

A atividade de confecção é exclusiva das mulheres e desenvolvida com o uso de três matérias-primas básicas: a argila ou o barro – suù; a cinza, que funciona como antiplástico; e a água, que umedece a mistura do barro com a cinza.

A luta pela preservação do modo de fazer das bonecas começou em 2009, a partir de um trabalho minucioso de identificação das matérias-primas, técnicas e etapas de confecção e resgate dos mitos e histórias narradas pelos Karajá que expressam a rica relação entre seu povo e o rio, a fauna e a flora, as relações sociais e familiares e a organização social. Este registro está delineado nas formas e nas cores preto e vermelho das bonecas que representam, muitas vezes, a única ou a mais importante fonte de renda das famílias.

 

“Atualmente, as bonecas Karajá integram o acervo de vários museus no país, são procuradas como objetos de decoração e comercializadas junto a turistas e lojas de artesanato locais, regionais e nacionais. Entretanto, devem ser compreendidas além da sua expressão material, visto que, desde a sua confecção, desempenham um papel importante na reprodução cultural do povo Karajá. Desta forma, o DPI/Iphan pede a inscrição do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá no Livro dos Saberes e, ainda, a inscrição das Ritxòkò – Bonecas Karajá no Livro das Formas de Expressão, como patrimônio cultural brasileiro. 

O objetivo é estimular a sua produção entre as mulheres Karajá, possibilitando o crescimento das condições de autonomia das ceramistas frente às demandas externas e, ainda, fortalecer os mecanismos de reafirmação da identidade Karajá”. Fonte: Iphan

 

Tocantins abriga a maior ilha fluvial do mundo: a Ilha do Bananal. Um espaço de 20 mil quilômetros quadrados de extensão, considerado um dos santuários ecológicos mais importantes do país, onde convivem os ecossistemas de cerrado e floresta Amazônica. Em seu território pode ser vista uma rara diversidade de animais e plantas. A maior parte da ilha está dividida em duas áreas  de reserva ambiental: ao Norte, o Parque Nacional do Araguaia; ao Sul, o Parque Indígena do Araguaia, que abriga indígenas das etnias Carajás e Javaés. Localizada entre os rios Araguaia e Javaés, a Ilha do Bananal fica com até 80% de sua área inundada no período de chuva, de setembro e março

 

As esculturas e cerâmicas indígenas registram os saberes dos povos originários do Brasil. Nesses artefatos, os indígenas condensam suas relações com o meio, emoções, costumes e cultura e nos ensinam sobre a vida na floresta. seus animais e plantas. 

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