Surrealismo de Renè Magritte bateu recorde na famosa Christie’s

Independência do Brasil
Desconstrução da pintura O Grito do Ipiranga de Pedro Américo
24 de fevereiro de 2017
2
O balanço da rede e o equilíbrio da solidão em Itapoá como era ontem
6 de março de 2017

Surrealismo de Renè Magritte bateu recorde na famosa Christie’s

CordeSensible

Literalmente surrealismo está em alta  e quem garante é uma das mais famosas casa de leilões do mundo, a Christie’s, em Londres, Inglaterra.

A obra “La corde sensible”, de Renè Magritte, foi vendida por 14 milhões de libras esterlinas (em torno de R$ 54 milhões) no leilão realizado no primeiro dia de março.

Duas vezes mais que o quadro anterior do artista belga vendido em 2014, Magritte era conhecido por pintor cerebral,
“La Do Domaine d’Arnheim” sempre de Magritte, alcançou 10 milhões de libras esterlinas ( em torno de R$ 38 milhões )

“La Do Domaine d’Arnheim” sempre de Magritte, alcançou 10 milhões de libras esterlinas ( em torno de R$ 38 milhões )

O leilão foi realizado no primeiro dia de março e abriu espaço para obras surrealistas na segunda parte. “La Do Domaine d’Arnheim”  sempre de Magritte, alcançou 10 milhões de libras esterlinas ( em torno de R$ 38 milhões ).
As obras surrealistas renderam à casa inglesa cerca de 43 milhões de libras esterlinas, dos quais a metade foi graças ao cerebral Renè Magritte. Outros como de Max Ernst, ou Mirò conseguiram  em torno de 2 milhões.
 O surrealismo foi um movimento criado por André Breton, na França, entre as duas grandes guerras mundias e buscava a liberdade de expressão em todas as áreas de criação do ser humano, literatura, poesia, com destaque maior nas artes plásticas.
Resumindo o jovem e inquieto Breton liderou um movimento que buscava dar asas à imaginação para deixar o inconsciente agir sem a ditadura da razão, cujo objetivo é ainda uma das buscas do homem que vive numa sociedade formatada por instituições e regras.

Renè Magritte

O artista belga, que nasceu  em Lessines, na Bélgica, teve uma infância conturbada. Aos 13 anos perdeu a mãe por suicídio. Ela atirou-se de uma ponte, afogando-se no rio SambreSegundo consta o fato marcou por toda a sua vida, inclusive na produção de suas obras.

As suas telas  possuem uma leitura do mundo além da matéria expressa pelas tintas e cores.

Imagem0076The Castle of the Pyrenees’ representa um castelo situado no alto de uma espécie de montanha em formato de ovo flutuando sobre um mar azul.

A crítica do artista no Castelo nos Pirineus para Magritte, certamente, era de mostrar a realidade trancafiada num mundo de fantasia inserido numa paisagem marítima. Mas atenção, o mar não estava para peixe, ondas turbulentas ameaçavam aquela paz alada.

ZZ2D914249

“Os Amantes”, uma tela representando o beijo entre um homem e uma mulher encapuzados pontuam sua experiência infantil, provavelmente. O amor entre um casal, cuja face jamais se revela, mesmo numa demonstração intensa de afeto não consegue estabelecer uma ligação de intimidade. Sem dúvida, que o artista faz a leitura de acordo com a sua experiência pessoal de vida.

magritte-ceci-nest-pas-un-pipe-_rene-magritte“Durante os anos 30 aprofundou a sua técnica, pintando imagens perturbantes e desconstruídas que logram desafiar as percepções do público. Em 1928, Magritte já nos tinha deixado uma pista para a leitura da sua obra com “A traição das imagens”, pintado em Cadaqués (Catalunha) na companhia de Dali. Por baixo do cachimbo, podemos ler as palavras “Ceci n’est pas une pipe”, uma aparente contradição. Contudo, se reflectirmos acerca do assunto, trata-se da imagem de um cachimbo que não satisfaz a necessidade do objecto real. O mote estava lançado: não importa o quão fiel possamos representar uma imagem, é sempre impossível capturar a sua essência”. Fonte: Obvious.

As obras de Renè Magritte tornaram-se populares por fazer uma crítica bem elaborada do mundo dos homens e oferecer ao público uma percepção maior sobre o que significou o movimento surrealista na história da arte. O que dizem que é real, na verdade, é uma ilusão.

Um brilhante personagem artístico do passado que continua trazendo para o presente novas interpretações sobre suas obras que, certamente, irão permanecer provocando o espectador também no futuro.

Fontes: Exibart e The Artnewspaper

 

Comentários Facebook

comentarios

Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma. Acredita nas palavras bem ditas ou 'benditas', ou seja, bem escritas, que educam, que seduzem pelos significados, pela emoção ao informar sobre a arte da vida que se manifesta nas relações afetivas, na criação artística, nos lugares, na natureza e na energia do Universo.

2 Comentários

  1. Mara S. Lima disse:

    Adorei! Conhecia pouco do artista!

    • Mari Weigert disse:

      Quanto mais conheço sobre a vida dos artistas surrealistas, mas me apaixono por eles. É por isso que permanecem sem perder a atualidade. Renè Magritte é fantástico e suas obras incríveis.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *