‘Human’ é filme único pela eloquência dos depoimentos

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‘Human’ é filme único pela eloquência dos depoimentos

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São apenas pessoas falando  sobre a vida.Testemunhos da existência humana.Centenas de depoimentos repletos de amor, felicidade, ódio e violência. Fisionomias expressivas, típicas do lugar onde vivem. Gente de todo mundo que responde com eloquência ao fotógrafo francês, Yann Arthus-Bertrand, perguntas que revelam as profundezas da humanidade.

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foto retirada do site http://www.blog.365filmes.com.br/2015/09/Conheca-o-projeto-Human-o-Filme.html

“Eu sou apenas um, dos sete bilhões de pessoas que vivem na Terra. Venho fotografando o planeta e diversidade humana por 40 anos e tenho a impressão de que a humanidade não avança. Nós nunca conseguimos viver juntos em harmonia. Por que?”. Essa foi a pergunta básica que impulsionou Bertrand a desenvolver o projeto Human’ (Humanos). “Eu procurei a resposta no homem e não nas estatísticas ou estudos”.

No youtube já conseguimos encontrar as três versões do filme com legenda em português. Para assisti-los é necessário reservar um tempo para absorver o que o filme oferece e revela sobre nós mesmos. O relato é sequencial, uma fisionomia atrás da outra, focando a expressão e o olhar. As perguntas são sobre o amor, o sentido da vida, da profissão, do valor dinheiro. Ocultas. Apenas com as respostas.  Os depoimentos, às vezes contundentes, ferem, fazem chorar….

A obra é resultado de três anos de trabalho do fotógrafo francês que coletou a fala de 2020 pessoas, em 63 idiomas e 70 países. O filme estreou no Festival de Veneza em 2015. Tem 191 minutos e foi dividido em três volumes na internet.

É uma obra prima que deve ser aproveitada como estudo sobre o ‘bicho homem’.  No final da última versão, no volume três o singelo depoimento da americana Sharon agradecendo pela participação no projeto expressa algo em comum entre os humanos: sentir que fizeram algo em  sua vida. “Me fizeram sentir importante. Me fizeram sentir que tenho algo a oferecer.Me fizeram sentir que minhas histórias são bem vindas. Eu acho que as pessoas precisam sentir que fizeram algo na vida. Que contribuíram. Hoje me fizeram sentir que eu contribuí”.

Yann Arthur-Bertrand, um entre os sete bilhões dos seres viventes nesse planeta, seguramente contribuiu e nos presenteou com um material rico em informação e único sobre a essência da nossa espécie.

 

 

 

 

 

 

 

 

Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma. Acredita nas palavras bem ditas ou 'benditas', ou seja, bem escritas, que educam, que seduzem pelos significados, pela emoção ao informar sobre a arte da vida que se manifesta nas relações afetivas, na criação artística, nos lugares, na natureza e na energia do Universo

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